CAPOEIRA QUILOMBO- BC/AM.PROFESSOR IVAN FREITAS

ESTE BLOG TEM COMO OBEJETIVO DIVULGAR A CAPOEIRA DO GRUPO QUILOMBO-MESTRE XEXEU NO MUNICIPIO DE BENJAMIN CONSTANT.

Thursday, November 16, 2006

QUILOMBO


GRUPO QUILOMBO DE CAPOEIRA
MESTRE FUNDADOR: MESTRE CHAGUINHA
MESTRE RESP. EM BC: MESTRE XEXEU
PROFESSOR RESP. IVAN FREITAS
MUNICIPIO: BENJAMIN CONSTANT
UNIDADE FEDERAL AMAZONAS
TEL. 092 96051555 - RES. 097 34156045.

Sunday, September 24, 2006

ORIGEM DA CAPOEIRA

A ORIGEM DA CAPOEIRA


Segundo alguns livros didáticos, o “descobrimento do território brasileiro”, é datado do dia 22 de Abril de 1500, por uma expedição européia, precisamente de Portugal, ou melhor, por uma esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral.
Passada a fase do então “descobrimento do Brasil”, veio a fase da colonização, ou da “exploração”. É quando o europeu inicia sua invasão e encontra neste território uma civilização diferente da sua, com costumes e tradições incompreendidas por eles, e os “selvagens”, assim rotulados pelos invasores portugueses, também se defrontam na mesma situação em termos culturais, só que não como invasor, mas, como sofredor da ação. E isso provoca um grande choque nas diferentes culturas, mas, para o lado do índio brasileiro o termo choque cultural significou muito mais do que para o europeu, pois, eles estavam sendo violados culturalmente.
Ainda no Século XVI, inicia – se a fase do ouro granulado ou, do líquido adocicado, (da cana – de - açúcar) e os gananciosos latifundiários precisavam de engrenagens para mover suas ambições.
Primeiro tentou – se com os índios que eram residentes e os verdadeiros proprietários das terras invadidas.
Escravizar os indígenas não foi a melhor saída para os escravizadores, pois, os índios respeitavam e viam a terra como sagrada, como se simbolizasse uma mulher que se abria, recebia a semente e depois recompensa – lhe com o fruto, e com isso se negavam ao trabalho agrícola. Devido a essa forma de cultura demonstrada pelo índio, os exploradores não os entenderam e os taxaram de indolentes e preguiçosos. Por não aceitar o trabalho escravo o índio foge, sendo conhecedor da floresta, se esconde no mato e não retorna aos seus senhores.
Por essa falta de mão de obra humana os senhores do açúcar passaram a utilizar os braços fortes do africano para trabalhar na agricultura, desenvolver e sustentar o país.
Quando o negro chega no Brasil ele traz em sua bagagem cultural diversos elementos auxiliadores da construção de nossa cultura. Nessa riqueza cultural o negro escravo BANTU, realiza um ritual ou dança religiosa denominada de dança da zebra ou n’golo, que LAMARTINE no livro CAPOEIRA SEM MESTRE, publicado no ano de 97 pela Ediouro Publicações, afirma ser essa a raíz da àrvore genealógica da capoeira.
“A forma primitiva da capoeira chegou ao Brasil com os negros Bantus, originários da África Ocidental. Essa fase inicial deve ter sido uma espécie de dança ou ritual” (p.13).
Embora essa afirmação seja a mais defendida por muitos historiadores, há muitas contradições, alguns não acreditam nesta hipótese pois, só o fato de dizer que chegou ao Brasil, vem soar como se a luta não tivesse sua origem no nosso país e sim em território africano o que no desdobrar da evolução da construção e formação da cultura do povo brasileiro as setas apontam esse surgimento ou melhor brotamento a partir do sofrimento do negro escravo.
A temática aguça cada vez mais as mentes dos estudiosos que entrelaçam seus pensamentos, discorrem e confrontam suas produções textuais. O fato é que muito se escreve e cada vez mais se distanciam do descortinamento dos entraves que escondem a origem da nossa luta.
Ora LAMARTINE, diz que a capoeira é uma mera evolução da dança ou ritual bantu, isso se dá devido ao fato de que alguns movimentos ritualísticos da tal dança possua alguma singularidade com os movimentos de expressão corporal tida na capoeira. Mas, me contraponho a essa hipótese, se caminharmos na direção da seta que Lamartine tenta nos mostrar estaríamos tirando da cultura do nosso povo o direito autoral da luta.
Pensemos na seguinte situação:
Com a colonização, ou como o dito anterior, com a exploração do Brasil, deu – se início a escravização dos negros africanos. Esses negros escravos que chegaram no Brasil foram por um determinado tempo os pés e as mãos da economia brasileira. Os negros foram trazidos para o Brasil para trabalharem nas grandes fazendas açucareiras e em outras áreas agrícolas.
Nesse processo o negro sofreu inúmeras amarguras, humilhações e muito sofrimento , por parte dos seus exploradores. Vendo os estados lastimantes desses cidadãos que na época não eram vistos como tal, muitos tentaram e lutaram por sua liberdade. Algumas Leis Abolicionistas foram criadas até a assinatura da Lei Áurea. Mas, a liberdade que os negros almejavam não estava em um simples artigo escrito em um papel.
Os negros fortes, cansados de tantos maltratos, por algumas vezes nos momentos mágicos de “folga” do trabalho, viajam mentalmente e se viam correndo livremente em seu habitat, mas, quando acordam a sua realidade é outra, e isso os levavam a revoltarem – se e algumas vezes ficavam em estado de banzu, (referia – se a morte psicológica e logo em seguida a morte física, era uma espécie de depressão, se recusavam ao trabalho, por isso eram duramente castigados, e se recolhiam nos cantos das senzalas e se negavam a alimentar –se, enfraquecidos morriam de desnutrição.), outros cometiam o suicídio, pensando ser essa a forma mais rápida de se libertarem e voltarem as suas origens. Outros buscavam outra forma de libertação, e tentavam a estratégia da fuga coletiva ou as vezes era simplesmente um, mas por não conhecerem o território, eram facilmente capturados pelos capitães do mato e trazidos de volta ao trabalho forçado.
Neste contexto o negro astucioso passa a praticar uma espécie de luta que lhe possibilitasse a libertação pós fuga, uma luta que no momento de sua recaptura feita pelo capitão do mato tivesse movimentos precisos capaz de derrubá-lo ou até mesmo matá – lo.
Mas, como praticar uma luta como defesa pessoal e como pratica libertária do ato da barbaria praticada pelo branco, meio a tantas aflições e o que era pior sem tempo, devido a tanta labuta? Tentou – se, mas, logo foi proibido, pois seus senhores não queriam saber de ver negro treinando algo que podesse algum dia vir contra eles. Então o negro astucioso incrementou a luta com dança e como não se pode dançar sem música, a inseriu em seu contexto de luta, criando assim uma forma ritualística de lutar por um objetivo que era a sua liberdade. E quando os capitães do mato iam a sua procura eram fortemente atacados pelos movimentos dos negros. Quando chegavam e quando tinham chance de voltar diziam que o negro o tinha pego na capoeira. Nome esse dado pelos indígenas que ainda andavam em companhia de alguns negros. O nome foi dado ao espaço físico e não pela própria luta. Dessa forma o negro disfarça sua luta e pode então praticar frente aos olhos dos seus senhores que confundiam a luta com os cerimoniais fetichistas do povo escravizado. E dessa forma dá –se o brotamento da arte afro - brasileira. Meio a um processo cheio de angustia e sofrimento. Então, a capoeira não é uma simples evolução n’goliana ou zebriana do povo bantu, mas uma luta nutrida pelo sangue derramado por esses abnegados que fizeram brotar do seu sofrimento uma àrvore que lhes dessem um fruto. A LIBERTAÇÃO”. Visto assim, a capoeira não foi importada de lugar algum ela é o resultado de uma necessidade furiosa e violenta de liberdade, e isso nos contrapõe a afirmação de muitos autores e nos levam ainda há muito antes do surgimento dos quilombos palmarinos, que alguns dizem ser a data do surgimento da capoeira e que se deu nos quilombos, mas precisamente o de Palmares que surgiu no período da invasão holandesa no século XVII. Conta a história que muitos negros se aproveitaram da oportunidade e fugiram, andaram muito e foram parar em um lugar muito alto escondido por muitas palmeiras na serra da barriga e lá ficaram e formaram o maior e mais forte quilombo, e muitos acreditam ser esse o local do surgimento da capoeira, o que não é verdade, pois, como os negros iriam utilizar a luta para escaparem e chegar até os quilombos, uma vez que estando lá não regressavam as fazendas? E nesse contexto entra Zumbi, que muitos capoeiristas fãs do Rei Zumbi, acreditam fielmente que ele era capoeirista. Fato esse que segundo Esdras Magalhães Santos (Mestre Damião), em um artigo escrito a revista praticando capoeira edição nº 28 da Ed. DT + LTDA, derruba o mito Zumbi capoeirista e o transforma em uma lenda.
“Zumbi jamais poderia ser capoeirista como querem (...), ele chegou em Palmares aos quinze anos (1670) e decorrido seis anos (1676), durante um combate recebeu um tiro na perna e ficou coxo. (...) . além disso antes de 1676 (data em que ficou coxo) até a data de sua morte (1695) não existe qualquer registro ou documento que ateste a prática da capoeira entre os palmarinos”.
Se nos reportarmos para o período do descobrimento repararíamos que Orelana relata ter observado índios brincando de capoeira. Mas, como ele sabia que era capoeira? E se esse fato é verdadeiro por que os índios atuais não a praticam mais? E se os índios realmente praticavam capoeira não deveriam associar a luta com o espaço físico, pois, eles já conheciam e a praticavam em outros lugares, que segundo o nome e a luta é associado a uma ave chamada capuera-ispiche, que na época do acasalamento trava combates violentos com seus oponentes.
Daí se levanta a hipótese de que o negro por andar em companhia de índios escravos, passou a praticar a luta indígena e os associou aos seus conhecimentos e transformou tudo em uma maneira diferente de combate a qual já vinha auto-denominada de capoeira.
“A capoeira foi uma alternativa criada pelo negro, como uma necessidade física, cultural espiritual de defesa ao negro escravizado, que através do estagio humano cultural, produziu o mulato, caracterizado por ser dotado de maior visão e inteligência mais exercitada que o negro”. AMORIM. (p.135)
Bem, são muitas versões que se contradizem com a evolução dos estudos, contudo o que podemos afirmar é que o negro possuidor de uma cultura riquíssima e passando por um processo violento de aculturação, como uma forma revolucionária de se adaptar ao ambiente que fora forçado a subsistir, anseia por liberdade, então cria em terras brasileiras a capoeira na sua forma mais primitiva. Dessa forma a capoeira passa a ser um fenômeno afro – brasileiro, que desde os tempos primórdios do desenvolvimento do País se funde com a própria formação do povo brasileiro.

Ivan Freitas

MANOEL DOS REIS MACHADO

BIOGRAFIA MESTRE BIMBA
Mestre Bimba, foi o garoto que recebeu na pia batismal, no ano de 1900, aos 23 de Novembro, o nome de Manoel dos Reis Machado.
Nasceu na Freguesia de Brotas, Engenho Velho, filho de Luis Candido Machado – campeão de batuque e de Dona Maria Martinha do Bonfim.
Sua iniciação a capoeira se deu na Estrada das Boiadas, hoje Bairro da liberdade, em Salvador, tendo como Mestre o Africano Bentinho, então capitão da Companhia de Navegação. Seu curso teve a duração de quatro anos. E o método era capoeira de angola. Fim do estagio Mestre Bimba iniciou a modalidade durante dez anos.
Seu espírito criador fez um aproveitamento herdado de seu pai, campeão de batuque, luta extinta, e com a introdução do batuque e os conhecimentos adquiridos na angola, os fundiu e criou o método capoeira regional, baseado em 52 golpes no primeiro estagio. Sendo que são estágios: Primeiro grau – lenço azul, Segundo grau, Lenço vermelho. Terceiro Grau, Amarelo. Quarto grau, Branco. Essa tradição vem desde os primeiros angolas que se defendiam contra as navalhas, era uma seda importada, o lenço de seda de esguião.
Em 1932, fundou a primeira academia especializada, no Engenho Velho de Britas – Bairro pobre onde nasceu. Nessa época ensinava também em residências na Roça do Lobo. Cinco anos depois era Bimba registrado como professor de Educação Física e em 1939, ensinava a regional no quartel do CPOR. Instalou a sua segunda academia em 1942.
O seu método é considerado pelos mais entendidos, como o mais prático e prefeito, chegando a ultrapassar fronteiras e ser conhecido mundialmente.
Foram seus alunos diversas personalidades políticas e social como os Dr.Joaquim de Araújo lima (ex-governador do Guaporé), Jaime Tavares, Rui Gouveia, Alberto Barreto e tantos outros...
Mestre Bimba levou a capoeira regional até o palácio do governo, por ocasião em que o general Juracy Magalhães era Interventor e ministrou o seu curso a colégios e quartéis do exército e da policia militar.
Seu nome de guerra Mestre Bimba originou – se de uma aposta feita entre D. Maria ( sua mãe) e a parteira que o apanhou.
Foi o primeiro Mestre a apresentar a capoeira para o Presidente da Republica – Getúlio Vargas. O Presidente assistiu ao espetáculo e falou para o General Juracy Magalhães “A capoeira é luta nacional brasileira”.fez vários documentários sobre capoeira para todo o mundo, em 1971apresentou – se para o Presidente Médice na Expo 71 em Goiás.
E quem vai à Bahia em busca de curiosidade e folclore, têm em mente três coisas: visitar a Igreja do Senhor do Bonfim,assistir à um candomblé e conhecer a regional do famoso MESTRE BIMBA.
MESTRE OSVALDO DE SOUZA
EXTRAIDO DO JORNAL DA CAPPOEIRA REGIONAL

VICENTE JOAQUIM FERREIRA PASTINHA


BIOGRAFIA MESTRE PASTINHA

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, nasceu em Salvador, no dia 05 de Abril de 1889, filho do espanhol José Señor Pastinha, proprietário de um pequeno armazém, e de Maria Eugenia, uma negra nascida em Santo Amaro da Purificação, a qual teve pouco contato. Aos dez anos de idade, Pastinha travava lutas com um menino, sempre apanhava, levava a pior. Da janela de uma casa tinha um africano, Mestre Benedito, que com dó do garoto o ensinou a capoeira.
Aos doze anos de idade ingressou na marinha, onde ensinou a arte da capoeira aos colegas. Depois que saiu, aos 20 anos, abriu sua primeira escola de capoeira, a qual ficou aberta de 1910 a 1922. Pastinha além de capoeirista era pintor, profissão que aprendeu na infância, quando freqüentava aulas no Liceu de Artes e Oficio. Nos tempos mais duros, chegou a trabalhar como engraxate, carpinteiro e jornalista. Em 1941, fundou o centro Esportivo de Capoeira Angola, (CECA), NO LARGO DO Pelourinho.lá treinaram personalidades importantes como João Grande,João Pequeno, Mestre Gato, dentre outros grandes nomes da capoeira.também apreciaram as rodas de Mestre Pastinha Jorge Amado, Caribe, o filosofo Jean Paul Sartre e o ator João –Paul Belmondo. Em 1964, lançou o livro “Capoeira Angola”, posteriormente lança o disco com toques e músicas de capoeira. em 1966, Pastinha foi à África representar o Brasil no Iº Festival Mundial de Arte Negra, em Dakar (Senegal), apesar de ter sido o principal difusor da capoeira Angola e um dos grandes nomes da cultura popular baiana, no final da sua vida foi praticamente esquecido. Aos 84 anos, deixou a antiga sede da academia para morar num quartinho úmido e mofado num velho sobrada do Pelourinho, com a sua segunda mulher. Em fins de 1979, após um derrame e internação de um ano em um Hospital público, vai para o abrigo D. Pedro II. Em 1981, aos 92 anos, morre cego, esquecido e na miséria.
Revista Praticando Capoeira

TERMOLOGIA DA PALAVRA













CAPOEIRA
1.sf. Gaiola grande onde se criam e alojam capões e outras aves domésticas. 2. O conjunto das aves domésticas.

2.sf.. Terreno onde o mato foi roçado/ ou quei mado para o cultivo da terra, ou para outro fim.2. Jogo atlético individual com um sistema de ataque e defesa.s2g. 3. Quem o pratica.

CAPOEIRAGEM
Sistema de luta dos capoeiras.
Vida de capoeira

LEGITIMAÇAO DA CAPOEIRA

LEGITIMAÇÃO DA CAPOEIRA

Após um recesso compulsório de quase 50 anos. A capoeira ressurge devido há um fato histórico realizado por Mestre Bimba.
Conta o historiador Waldeloir do Rego que, no ano de 1937, Bimba estava tranqüilo em sua academia, onde ensinava capoeira de forma clandestina desde 1932. De repente, apareceu um guarda “fazendo – lhe a entrega de um envelope contendo u convite para comparecer ao palácio. Sabendo – se capoeira e conhecido da policia , assustou – se e não teve a menor dúvida de que se tratava da sua prisão. Preparou – se comunicou o fato a seus alunos e avisou que caso não voltasse, é porque estaria preso. Ao chegar no palácio teve uma grande surpresar e contentamento”. Bimba, que esperava a prisão, recebeu de Juracy Magalhães o então interventor Federal da Bahia, um convite “para se exibir com seus alunos a um grupo de autoridades e amigos seus”.Depois dessa apresentação, mestre Bimba recebeu a primeira Licença oficial para seu “Centro Cultura Física e Capoeira Regional”.a partir de então, a capoeira baiana entra para a memória da capoeira brasileira, como sendo a precursora, enquanto que a capoeira do Rio de Janeiro pioneira na sua luta pela capoeira – esporte, é esquecida (...)
Durante o Estado Novo, o Presidente Getúlio Vargas denomina a capoeira baiana com sendo a mais tradicional. Depois , no de 1953, o Presidente assistiu a uma apresentação do Mestre Bimba e seus alunos , no Rio de Janeiro. Ele declarou que a a capoeira era ä única colaboração autentica brasileira à educação física, devendo se considerada a nossa luta nacional “.

FONTE: Tentação Capoeira Ed.6

Saturday, August 26, 2006

A CAPOEIRA PRIMTIVA E A CONTEMPORANEA

A CAPOEIRA PRIMITIVA E A CONTEMPORANEA

Na sua essência a capoeira era praticada como uma forma lúdica de driblar o inimigo racial que oprimiam seus criadores e praticantes.
A sua principal vertente representativa é a capoeira angola estilo criado pelos negros bantus em território brasileiro e aperfeiçoado e introduzido nas camadas sociais pelo saudoso Mestre Pastinha.
Depois surgiu a regional de Mestre Bimba na década de 30.
Uma rápida pincelada no jogo primitivo da capoeira, veríamos um jogo menos acrobático com movimentos sem muita definição ou expressão corporal, mas, contudo, eram movimentos aplicados com bastante eficácia.
“na roda da capoeira nunca dei meu golpe errado” Mestre Pastinha.
Isso nos revela que a forma primitiva da capoeira nos tempos de Pastinha e Bimba, tinha menos haver com o que se observa nas rodas de capoeira contemporânea. Isso se dá devido a uma forte persuasão do capitalismo turístico, e para atender as grandes
exigências sociais a capoeira perde muito de suas tradições ritualísticas. Vale apenas salientar os elementos das artes marciais orientais, além da ginástica olímpica e da dança de rua que fundiram – se à nossa luta tradicional e deram uma outra identidade a capoeira atual.
O jogo agora tem uma outra característica. Dizem que faz parte da evolução. Então surgem as dúvidas. Evoluiu? Para onde? Melhorou ou piorou?
Que a capoeira tá com outro aspecto, isso sem dúvida, mas, permanece a lacuna. Para onde está indo? Isto não se sabe.
Antes Mestre era aquele que tinha uma larga experiência de capoeira. não só física mas, filosófica e o que era melhor não se comprava ou paternalizava – se um diploma.
Naquela época o aluno era aluno e aprendia com o Mestre toda lição. Hoje em dia por falta de respeito o papel já está quase se invertendo. O dinheiro fala mais alto que ética de muitos Mestres, por uma pequena bagatela e para segurar aluno no grupo ou, para liciar aluno de outros grupos para o seu se dá ou compra – se um certificado ou diploma. O aluno já não mais respeita seu Mestre e parece estar sempre pronto a desfia – lo nas rodas, devido o descontrole emocional e a falta de preparo ou, as vezes simplesmente por pura prepotência.

Não bastante as características filosóficas sofrerem essa violação, também o físico sofre com essa imagem ilusória. Pois atualmente o bio - tipo do capoeirista é aquele que atente as exigências da mídia, o físico desenhado, fabricado em laboratórios é o que toma a frente do tradicional, daquele produzido pela força do trabalho e da própria luta. Assim sendo o capoeirista atual esquece a astúcia, a inteligência, esquece a própria capoeira e passa a valorizar e a força física como bem maior da capoeira.
Que pena que a evolução tomou esse rumo e se distanciou da verdadeira capoeira, aquela praticada por nossos ancestrais.
Ivan Freitas

A CAPOEIRA NO AMAZONAS


“Tem capoeira na Bahia e em Manaus”, Título da primeira reportagem de capoeira no Amazonas” ( Jornal A CRÍTICA – Setembro de 1973).

A CAPOEIRA NO AMAZONAS

Os primeiros registros sobre a capoeira no amazonas são datados do ano de 1973. segundo o Mestre Chaguinha, que além de ser um dos pioneiros no desenvolvimento dessa prática desportiva em Manaus, é o primeiro a se preocupar com os acontecimentos que marcaram a historia da capoeira no nosso Estado.
Apesar de seu trabalho ainda não ter nenhuma publicação cientifica, possue um grande valor para nós capoeiristas. Em seus informativos ele catalogou diversas datas e ações relativas a capoeira na capital do Estado, que vão desde os tempos primórdios a atualidade e os colocou em livretos informativos.
Ao que se tem registro, atualmente este trabalho do Mestre é o primeiro realizado na capital do Estado. Seus objetivos são claros, é justamente para manter viva as açöes da capoeira no nosso Estado e para que não se perca no tempo, como aconteceu com as origens da nossa luta, que muitas coissa ficram sem registros, o que resultou nessa confusão cuja não sabemos com exatidão onde e como começou tudo isso.

REGISTROS DA CAPOEIRA NO AMAZONAS

POR MESTRE CHAGUINHA


BIOGRAFIA

Edgar Francisco das Chagas – Batizado como Chaguinha nas rodas de capoeira, pelo Mestre Caixote (RJ).
Continuou a prática da capoeira com Mestre Gato na academia Zumbi dos Palmares(Am).
Formou – se Professor de Capoeira em 05 de Janeiro de 1984, pela Associação de Capoeira Ilha de Itaparica (SP), sobre a orientação do Mestre Joanito Gomes (Baiano).
Além de professor de capoeira , Chaguinha faz teatro, tomando como ponto o legado cultural dos negros africanos.
FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Prof.
Colégio Militar de Manaus – 1980
Sesc –1989/1992
De capoeira-1994
Instrutor de capoeira de férias – Sesc.
Diretor dos Iº e IIº Festival de Capoeira Infantil – 1989/1990
De capoeira no Condomínio São José do Rio Negro - 1990
Orientador da Iº grande roda capoeira feminina no Amazonas Shoping – 1990
Coordenador de capoeira nas Municipíadas - 1995

BREVE HISTÓRICO
“Tem capoeira na Bahia e em Manaus”, Título da primeira reportagem de capoeira no Amazonas” ( Jornal A CRÍTICA – Setembro de 1973).
“Mestre Gato canta o novo ritmo”, um ritmo até então desconhecido pela maioria dos amazonenses, que em pouco tempo contagiou de maneira bastante abrangente
.
A capoeira chegou no Amazonas através de Jucival do Espírito Santo (Mestre Gato), em Julho de 1973. Assim, que chegou, fundou a Iº academia denominada de “Zumbi dos Palmares, na rua Barrosa do lado da casa dos estudantes”.
NOVOS VALORES NA CAPOEIRAGEM.
Aos poucos foram surgindo novos valores na capoeira do Amazonas. Destacam –se entre eles alguns nomes que brilharam como primeiros alunos que aprenderam a “LEI DE UM BERIMBAU BEM TOCADO”, Chaguinha, Bonartes, Spartacus, Nilton Bala, Maguila, Baixinho, Dentinho, Popó, Carrasco, Carioca, Marinheiro, Aldo e outros...
Assim, a capoeira invadiu as praças, arraiais, Festivais Folclóricos (na época realizado no estúdio da Colina), desfiles de carnaval, clubes e etc. Caracterizando definitivamente uma nova linguagem cultural no estado.

“CAPOEIRA É...”
“Jogo de corpo
Do corpo que é
Um poema no chão
Vai com a mão
Vem com o pé

Capoeira é o mundo
É um dilema sem fim
Capoeira é tudo
Capoeira é assim”,
(Mestre Chaguinha)

A academia de bantos de angola foi a 2º academia de capoeira fundada (em 1975) no Amazonas, surgiu da união do Professor Chaguinha com os capoeiristas Washington (Maguila),Roberto (Banana), e Marcos (Dentinho). Todos na época integrantes da Seleção Amazonense de Ginástica Olímpica.
O primeiro aluno matriculado na academia foi Paulo Ferreira de Oliveira (Paulo chinelo). (...) alunos formados na academia Bantos de Angola: Valdenor Garibaldo, Lotar, Besouro, Aldo, Niltom Bala, Ariosto e Buço.
Em 1986 passou a se chamar Associação de Capoeira Quilombo, registrada no Conselho Regional de Desporto (C.R.D).
Alunos formados com 15 anos de existência da academia: Colo, Francisco, Eliberto, Favela, Xexéu, Túnel e Espiga.
“TERCEIRA ACADEMIA E MUITAS OUTRAS”
Com grande paixão e dedicação Luiz Carlos Bonartes (formado por Mestre Gato), fundou em 1979 a 3º academia de capoeira no Amazonas.funcionou durante vários anos na sedie da Princesa Isabel (Rua de Almino), com o nome de Grupo de Capoeira Alma Negra.
Alguns grupos
Grupo de capoeira Pele Negra (Camarão – 1983)
Grupo de Capoeira Orixás do Amazonas (Mestre Nenê –1984)
Grupo Mar Azul (Joãozinho e Índio – 1984)
Grupo de Capoeira Sol Nascente (Favela – 1985)
Senzala Negra (Mestre Vermelho –1986)
Associação Palmares de Capoeira (Xexéu – 1987)
Grupo de Capoeira Filhos do Quilombo – Mestre Chaguinha –(1989)
Raízes (Espiga – 1989)
Muitos grupos de rua se formaram nas periferias caracterizando a proliferação da capoeira no Amazonas como nos outros estados onde a capoeira é tradição.


RODAS DE RUA
As primeiras rodas de rua, foram realizadas no largo da Matriz, próximo ao cás do porto, e chega a ser oficializada.
A outra praça que passou a ser freqüentada pelos capoeiristas com seus berimbaus, pandeiros, atabaques e muito mais, foi a praça Heliodoro Balbi (Praça da Policia).


GRANDES RODAS
Na praça São Sebastião em frente ao Teatro Amazonas, foi realizada uma grande roda de capoeira com a participação de famosos da capoeira do Rio de Janeiro. Estiveram presente nesta roda os Mestres Jalom, Nagô, Sabosa e o Formado Camiseta, todos do Grupo Senzala.


GRUPOS DO AMAZONAS E SEUS REPRESENTANTES NA CAPITAL DO ESTADO

Quilombo- Mestre Chaguinha, Mestre Xexéu, Mestre Touro e contra Mestre Tupy.
Raízes Livres – Mestre Francisco
Senzala Negra- Professor Selvagem
Vila da Barra – Contra Mestre Cabecinha
Berimbau dos Palmares – Prof, Canário.
Sol Nascente- Mestre gaivota
Capuêra Amazonas- Mestre Peninha.
Capoeira do Amazonas- Mestre Jacob
Toque de São Bento.- Professor Tupyzinho.
Honra Negra – Professor Borracha.
Ajuricaba- Professor Domingo.
Malícia – Formado Popay.
Mar Azul – Mestre Joãozinho.
Beira Mar - Professor Marlon.
Raízes do Amazonas- Contra Mestre Mangueira.
Liberdade Negra – Professor Paulinho Amizade.
Pau Brasil- Mestre Roxinho/ Contra Mestra Deusa.
Vadiação- Contra mestre Eliberto.
Ginga Amazonas – Mestre Vermelho.
Malungo – Professor Cabecinha.
Batuquegê – Mestre Alfredo.
Xangô do Amazonas- Professor Zé Carlos.
Cultura do Amazonas – Formado Fofo.
Orixás – Professor Marivaldo.
Arte Negra- Contra Mestre Télio.
Ginga Brasil – Instrutor Dedé.
Raízes do Brasil – Formado Espírito.
Toque Amazonas – Professor Alfredinho.
Zumbi dos Palmares – Professor B-1
Arte Negra – Formado Otazildoes das Gerais – Instrutor Charada


GRUPOS DO AMAZONAS E SEUS REPRESENTANTES NO INTERIOR DO ESTADO

Benjamin Constant
Grupo Quilombo – Professor Ivan Freitas – Girafa.
Muzenza – Contra Mestre –Nei – Gigante.
MANACAPURU.
Quilombo – Mon. Falcão.
Arte Negra – Formado Otazildo
Artes das Gerais – Instrutor Charada.
NOVO AIR&ÃO.
Terreiro do Brasil – Instrutor Ney.
ITACOATIARA
Quilombo – Monitor Chocolate.
RIO PRETO DA ERVA.
Quilombo- Graduado Dente de Ouro.
COARI.
Berimbau- Mestre Mão Branca.
Quilombo – Formado Mola.
TABATINGA.
Marabaiano- Contra Mestre – Marcelo.
Ave Branca – Professor Dedão.
Nativos de Minas – Professor Gengiva
Guerreiros do Quilombo – Contra Mestre Três Vidas.

GRUPOS NACIONAIS COM FILIAIS NO AMAZONAS.

Abadá- Inst. Aroeira; Muzenza-Inst. Alexandre; Cativeiro-Mestre Bonartes; Porto de Minas- Prof. Belmont; Nativos de Minas- Mestre Espiga; Artes das Gerais-Prof. Pilinlim;Escola Brasileira-Prof. Azul; Capoeira Brasil-Prof. Leãozinho;Berim Brasil-Contra Mestre Faísca; Ginga de Ouro-Mestre Túnel;Marabaiano Mestre Colo; CIA Terreiros do Brasil-Mestre Ronaldo; Raízes de Angola-Prof.Tim-tim; África Bantos-Prof. Pequenês; Capuraginga-Inst. Playboy

Fonte: Livreto gingando na história / Mestre Chaguinha




BIOGRAFIA MESTRE CHAGUINHA


MESTRE CHAGUINHA

BIOGRAFIA

Edgar Francisco das Chagas – Batizado como Chaguinha nas rodas de capoeira, pelo Mestre Caixote (RJ).
Continuou a pratica da capoeira com Mestre Gato na academia Zumbi dos Palmares(Am).
Formou – se Professor de Capoeira em 05 de Janeiro de 1984, pela Associação de Capoeira Ilha de Itaparica (SP), sobre a orientação do Mestre Joanito Gomes (Baiano).
Além de professor de capoeira , Chaguinha faz teatro, tomando como ponto o legado cultural dos negros africanos.
FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Prof.
Colégio Militar de Manaus – 1980
Sesc –1989/1992
De capoeira-1994
Instrutor de capoeira de férias – Sesc.
Diretor dos Iº e IIº Festival de Capoeira Infantil – 1989/1990
De capoeira no Condomínio São José do Rio Negro - 1990
Orientador da Iº grande roda capoeira feminina no Amazonas Shoping – 1990
Coordenador de capoeira nas Municipíadas - 1995


Tuesday, August 22, 2006

BIOGRAFIA - MESTRE XEXEU


MESTRE XEXEU - BIOGRAFIA

Mestre Responsável Do Grupo Quilombo Em Benjamin Constant /Am.
Mestre Professor: Francisco Chagas - Chaguinha
Participou Dos Eventos Organizados Pelo Grupo Como: Batizados. Troca De Cordas E Torneios De Capoeira.
Recebeu Sua Graduação De Mestre No Estado Ceará Pelo Grande Mestre Chaguinha No Evento Programado Pelo Mestre Favela Também Do Grupo Quilombo Naquele Estado.
É Tri-Campeão Amazonense De Capoeira – Estilo Combate – Acima De 80 Kg.
Organizador de diversas rodas em Manaus e batizados e trocas de cordas.

BIOGRAFIA - IVAN FREITAS


PROFESSOR IVAN FREITAS (GIRAFA)

AUTO BIOGRAFIA


NOME: Ivan Freitas do Nascimento
DATA DE NASCIMENTO: 04/12/1971
NOME DO PAI: Francisco Alves do Nascimento
NOME DA MÃE: Antonia Dias de Freitas
NOME DE RODA: Girafa
PADRINHO: Mestre Xexéu
PRIMEIRO PROFESSOR: Contra Mestre Tigre
LOCAL DE TREINAMENTO: Manaus
SEGUNDO MESTRE PROFESSOR: MESTRE XEXEU
PRIMEIRO GRUPO: Arte Baiana
SEGUNDO GRUPO: Associação Palmares de Capoeira
TERCEIRO GRUPO: Quilombo
PROFESSORES QUE CONTRIBUIRAM NA APRENDIZAGEM: Prof. Deusa, Mestre Chaguinha.
DATA DE FORMAÇÃO COMO PROFESSOR: 20 de Novembro de 2004
MESTRE RESPONSÁVEL: Mestre Xexéu
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: Nível Superior – Professor da Rede Municipal de Ensino
INICIAÇÃO NA CAPOEIRA: desde os 19 anos começou a praticar através de livros e após uma ida à Manaus conheceu capoeira da forma como ela é, em uma roda na praça do relógio. Iniciou sua pratica sistematizada com o professor Tigre após receber sua primeira graduação ingressou na academia de MESTRE XEXEU, ao qual representa até aos tempos atuais o grupo quilombo em B. Constant.
Fundou o primeiro grupo de capoeira de Benjamin Constant.
Realizou o primeiro batizado de capoeira de Benjamin Constant e o primeiro torneio estudantil de capoeira.
Lançou e desenvolveu nas escolas Municipais o PROJETO CAPOEIRA QUILOMBO, envolvendo adolescentes e crianças a iniciação a prática da capoeira.
Realizou em Maio de 2005 a Primeira roda feminina de capoeira de Benjamin Constant.
Realizou com seus alunos diversas apresentações em eventos culturais do município.
LOCAIS DE TREINAMENTO EM B. CONSTANT: antiga Prefeitura, Piracema, Selva Tropical, antiga xerox, Escola Graziela, Escola Olavo Bilac, Raimundo Cunha, Peti, Cunhantã & Curumim, campus avançado.

FILOSOFIA DO GRUPO

Todo bom grupo de capoeira possue suas partcularidadaes e sistema de treinamentos e forma de transmitir seus fundamentos filosóficos. Neste sentido o Grupo Quilombo de Benjamin Constant possue como principios básicos para um bom desenvolvimento da arte capoeira os seguintes itens.
  • GARRA - é através dela que o aluno deve procurar manter o seu aprendizado pois, quem persiste naquilo que busca, consegue. E o desejo de aprender deve estar sempre alicerssado pela força do aprender.

  • DISCIPLINA- elemento fundamental para todo bom praticante, como dizem: EDUCAÇAO É MOEDA DE OURO TEM VALOR EM TODO LUGAR.

  • UNIÃO - um grupo unido é um grupo forte.

Ivan Freitas



Iº GINGA BC - 2005.

O Grupo Quilombo de Benjamin Constant durante os seus 08 anos de existencia já realizou diversos eventos como: Batizados troca de cordas, torneios de capoeira; participaçao em açoes sócio educativas como passeatas em defesa da erradicaçao do trabalho infantil, a favor dos direitos dos idosos, festival folcloricos, semana da criança, semana da patria, exbiçoes para autoridades e outros. nestas perspsctivas o grupo atua com o objetivo de desenvolver e valorizar cada vez mais a arte luta capoeira.


Friday, August 18, 2006

SISTEMA DE TREINAMENTO DO GRUPO QUILOMBO DO BENJAMIN CONSTANT

O Grupo Quilombo de Benjamin Cnstant é uma instituiçao que valoriza os fundamentos filosóficos e práticos da capoeira para o aprimoramentos da mesma. E nestas perspectivas nós elaboramos um sistema de treinamento que facilita a aprendizagem e estimula o praticante. A açao baseia - se em utilizar os próprios movimentos da capoeira como forma de preparaçao fisica para a aprendizagem.
O sistema é o resultado de estudos e de vivencia na arte, tida pelo pelo Professor Ivan Freitas, que descontente com a utilizaçao dos inumeros exercícios fisicos que eram extraidos e oriundos de crenças militarescas e que ainda permeiam as instituçoes formais de ensino e aprendizagem, e que eram e ainda em alguns grupos sao praticadas. elaborou - se essa prática. utilizando o próprio meio capoeiristico para facilitar a aprendizagem. que vão desde o aquecimento ao jogo artistico da capoeira.
Na academia de capoeira em Benjamin Constant utilizamos como praticas semanais os seguintes esquemas que contemplado o dito acima.

Segunda feira- jogo artistico.
Terça feira- movimentos básicos, mov. em grupo.
Quarta feira - corrida de resistencia e jogo artistico
Quinta feira - movimentos floreados, entradas e tombos
Sexta feira- roda aberta na praça da capoeira
sábado - roda tradicional de capoeira na praça Frei Ludovico.
OBS - Os diasde terça, Quarta e Quint, obedece - se ao sistema de treinamento com todas as partes táticas e fundamentos paralelos da pratica e teórica.

MUSICALIDADE

INTRODUÇÃO A MUSICALIDADE DA CAPOEIRA

INSTRUMENTOS MUSICAIS
COMISSÃO DE INSTRUMENTROS – ORQUESTRA

No fundo do mar tem dinheiro...
Quando se fala em orquestra, é importante salientar a relevância de uma boa composição. a comissão de instrumentos da capoeira é formada por três berimbaus, pandeiro, atabaque e muito raramente o agogô.
Vamos detalhar e conhecer a história desses instrumentos.

BERIMBAU - O berimbau é um instrumento que foi adaptado para a capoeira. em publicações de 1834, Jean – Baptiste Debretdiz que o berimbau era tocado por ambulantes para atrair a atenção de fregueses. Para o etnomusicologo TIAGO DE Oliveira Pinto. O berimbau é um instrumento de origem centro – africano que foi incorporado ao jogo da capoeira com sucesso, pois outros instrumentos africanos não tiveram a mesma sorte.em Cuba, o berimbau é conhecido como “berumbumba”,e é usado em rituais de necromancia. (adivinhação através de espíritos mortos). (...) os berimbaus são três tipos: “Viola”(agudo),Gunga (solo) e Berra BOI (GRAVE) determinados pelo tamanho da cabaça.

PANDEIRO – Para alguns estudiosos, o pandeiro é mais um dos instrumentos africanos vindos para o Brasil. Mas suas origens podem estar entre os hindus, uma vez que o pandeiro é um dos mais antigos instrumentos musicais da “velha Índia’.
NO BRASIL, TRAZIDO PELOS PORTUGUESES, OPANDEIRO FAZIA PARTE DAPRIMEIRA PROCISSÃO DE Corpus Cristi, realizada na Bahia,em 13 de Junho de 1549.
Depois disso, o negro aproveitou o pandeiro para suas festas. Em Cuba, existem pandeiros específicos para orixá, como é o caso de Ereu.

ATABAQUE – Termo de origem Árabe, o atabaque já era usado na poética medieval e era um dos instrumentos preferidos dos reis, que o utilizavam em festas ,jograis e nos conjuntos musicais.
O atabaque foi muito difundido na áfrica , mas, segundo Valdeloir do Rego, foi trazido ao Brasil por mãos portuguesas. Por um momento o atabaque era usado em festas religiosas. Por algum tempo foi abolido das rodas de capoeira. para Bimba, era uma forma de as pessoas não acharem que capoeira tinha elementos do candomblé. Depois voltou a se usado normalmente




AGOGÔ – Segundo Buarque de Holanda- Instrumento de percussão de origem africana, construído por duas campânulas de ferro, o qual se percute por uma vareta em suas extremidades.


VARIAÇÕES MUSICAIS DA CAPOEIRA – A musicalidade contida na capoeira é uma de suas particularidades, pois é ela que através da ludicidade contida no seu bojo transforma a luta em uma autentica manifestação cultural. E pra cada jogo um toque diferente como:
Angola
Cavalaria
Santa Maria
São Bento Grande de Angola
São Bento Grande da Regional
São Bento Pequeno
Iúna
Samba de Roda
Maculelê
Benguela, sendo que os mais utilizados nas rodas de capoeira são os de: São Bento Grande da Regional, Angola eBenguela.


TOQUES E SUA FORMA DE JOGO
Pra cada toque um estilo de jogo diferente: os mais usados nas rodas.
SÃO BENTO GRANDE – Toque para um jogo veloz e arrochado. Usado em apresentações, rodas de rua, batizados e na academia para os alunos jogarem.
ANGOLA – Toque tradicional, jogo lento, jogado em baixo. Na angola o angoleiro usa muita malicia.
SÃO BENTO PEQUENO - Também conhecido por angola invertida toque para um jogo amistoso, muito técnico.
BENGUELA - Toque para jogo compassado, curtido , malicioso e floreado, jogo de dentro, corpo a corpo. Treinado para defesa e armas brancas, jogo para estudo das falhas do adversário e auto avaliação da técnica de jogo, e varia muito de Mestre para Mestre.
Seguindo a tradição do jogo, todo bom Mestre que prima em manter viva as tradições culturais do jogo deve iniciar a roda de capoeira com a tradicional Angola.
É formada a roda e para iniciar o jogo o Mestre ou, responsável pela manifestação cultura, inicia a musicalidade com uma ladainha, enquanto isso os dois atletas permanecem ao pé do berimbau fazendo sua oração e não saem para jogar enquanto o Mestre não dê autorização. E após a volta ao mundo, e o corrido,e o coro respondido eles partem para o jogo. Ao encerrar o jogo cumprimentam – se retornam ao pé do berimbau e saem do jogo dando espaço para mais dois capoeiristas.
São exemplos de:

LADAINHA:
Quando eu aqui cheguei
Quando eu aqui cheguei
Vim louvar a Deus primeiro
E os moradores deste lugar
Agora eu to cantando
Agora eu to cantando
Cantando dando louvor
To louvando a Jesus Cristo
Porque nos abençoou...

QUADRA:

A canoa virou, marinheiro

A canoa virou marinheiro
No fundo do mar tem segredo

CORRIDO:
Gunga é meu, gunga é meu
Gunga é meu, é meu,
é meu...

CHULA.
Vida e solteiro é dura
De casado é muito mais
O marido vai na festa
Ai meu bem
A mulher ir atrás
Se ele diz que não leva
Vira onça e diz eu vai
É por tudo isso que não caso
Pra viver a vida em paz
Camaradinha...
IÊ! aruandê...


CONSTRUINDO O BERIMBAU

Para construir o berimbau, primeiro é necessário escolher uma boa madeira, no nosso município a mais utilizada é a envireira preta ou a rocha, no nordeste a mais utilizada é a biriba. Bem a pós catalogar a madeira você corta um pedaço de aproximadamente 1.60 ou 70 de altura. Em uma das extremidades você faz um suporte para prender o arame, na parte de cima da vara coloca – se um pedaço de couro para que o arame não deteriore a vara. Isso tudo depois de fazer a limpeza da vara e lixa –lá ou pintá-la. Após isso corta - se um pedaço de arame um pouco maior que o tamanho da vara. Em seguida faz uma espécie de anel na ponta do arame entortando –o para dá condições de prende – lo na parte interna da vara, na outra ponta do arame faz – se um outro anel,para prender um pedaço de corda ou, barbante, após prender a corda no arame é hora de estica –lo. Com aponta do arame presa à parte de baixo da vara, você prende a parte de baixo da vara no seu calcanhar esquerdo e o joelho direito você usa como alavanca e faz uma força de pressão com o braço envergando a vara. Cuidado para não quebra – lá. Com a vara envergada prenda a outra extremidade do arame na outra ponta da vara, passando por cima da parte que está com o couro, entrelaça – se o arame na vara e o prende dando uma espécie de nó. Com o berimbau esticado você vai agora acrescentar – lhe a cabaça, que depende muito do tipo de berimbau que você vai construir. Após a escolha da cabaça faça uma abertura de aproximadamente ¼ de circunferência. Faça dois pequenos furos na outra extremidade da cabaça, com aproximadamente 05 cm de distancia passe as pontas do barbante pelos orifícios, dê um espaço de aproximadamente dois dedos de largura entre a corda e a cabaço e dê um nó. Pronto agora é só colocar a cabaça deixando ela encostada na vara e aparte do barbante presa no arame. Seu berimbau está pronto. Agora escolha uma boa pedra e uma baqueta o caxixi é também de sua escolha afine bem seu berimbau e pode sair tocando.

CONSTRUINDO O ATABAQUE
Escolha uma madeira bem consistente
Corte a madeira em ripas de mais ou menos seis centímetros de largura
Co uma plaina ajuste as ripas
Para um atabaque grande são necessário mais ou menos 22 ripas
Coloque –as lado a lado e feche – as com o arco de ferro para segurara-la
Coloque um segundo arco de ferro
Vire o atabaque de cabeça para baixo e coloque o terceiro e o quarto arco de ferro
Quando o atabaque estiver com todos os lados colocado. Coloque fogo no seu interior
Desmanche a parte de baixo e coloque cola nas ripas
Coloque os aros de ferro que substituirão os primeiros aros
Na hora de encourar deixe uma folga nos aros de ferro para a carcaça para poder dá uma boa afinação.
Coloque as unhas (espécie de pedaço de madeira cortado em forma de cunha)
Coloque as cordas, afine e seu atabaque está prontinho para ser tocado.


AFINANDO OS INSTRUMENTOS

BERIMBAUS – existem três tipos de berimbaus, são eles:
GUNGA OU BERRA – BOI: devido a sua caixa de ressonância ser a maior de todas sua sonoridades é bastante grave, sua forma de afina – lo é de acordo com a sua voz, ou o tocador deve toar no arame fazendo uma nota solta, se o som emitido da cabaça não estiver e ecoando com sonoridade suave o berimbau ainda não está afinado. Ele afina quando sua sonoridade ecoa serenamente e prolongada. A partir daí se afina os outros berimbaus.
MÉDIO – Sua sonoridade é diferenciada do gunga, pois, trata – se de uma cabaça menor, ele fica entre o gunga e o viola. Usado para fazer viradas.
VIOLA – consiste de um berimbau de porte pequeno, o som emitido do viola é bem agudo, e isso se consegui devido ao tamanho da cabaça. Serve para fazer repiques e viradas. Entre eles ainda existe o violinha que o mais agudo de todos , não que seja necessário é simplesmente para fazer malabarismo na hora do toque.

PERCUSÃO DA CAPOEIRA

RITIMOS DO ATABAQUE – Ritmo afro –brasileiro parecido não igual aos praticados no batuque. Consiste de quatro pancadas, uma para marcação e três em tempos consecutivos, acompanha o ritmo do berimbau.
RITMOS DO PANDERO . também em quatro tempos sendo no primeiro toque chocalha – se o instrumento para marcar o tempo das três batidas seguintes. Também acompanha o berimbau.


MUSICALIDADE

DIVERSAS MUSICAS CANTAROLADAS NAS RODAS DE CAPEOIRA.

REGIONAL
AO MESTRE XEXEU

Quando toca o berimbau
Eu sinto no peito uma forte emoção
Lembro do Mestre jogando
Que tem capoeira no seu coração
Quando ele chega na roda
Fica difícil de segurar
Meu Mestre joga bonito
O jogo de angola ou de regional
Ele joga maneiro
Mas, pega pesado e eu fico a olhar
Capoeira igual a do mestre
Tá bem difícil de se encontrar
Toca berimbau viola
Toca canção pro meu mestre jogar / coro
Xexéu tem mandinga no corpo
No jogo de angola ou, de regional

Ivan Freitas

EU VI SEREIA

Eu vi sereia, eu vi sereia / coro
Na beira da praia
Em noite de lua cheia
Ivan Freitas

TEM PEIXE NA REDE

A maré tá cheia / coro
Tem peixe na rede o iaiá,
Tem peixe na rede o iaiá
Tem peixe na rede o iaiá
Ivan Freitas
NA AREIA DA PRAIA

Na areia da praia tem dendê
Tem dendê, mas, tem dendê
Na areia da praia
Tem dendê / coro

Lá vem ele de peito tufado
Anabolizado querendo brigar
Ta fazendo boxe e luta livre
Deus que me livre dele me acertar
Chega na roda com cara de mal
Vem tocar berimbau
Que é pra não se cançar
Pula na roda no toque benguela
De punho fechado
Querendo brigar
De repente um caboclo magrinho
Que joga mansinho
Resolveu comprar
E o outro que tava arretado
Foi logo soltando seu golpe mortal
Mas, o golpe não encontrou nada
Cosa desperdiçada perdida no ar
Lá de baixo veio uma rasteira
Que fez o coqueiro balançar
Balançou, balançou /coro
Logo,logo cai coco meu sinhô...
Mestre Ramos
GUERREIRO DO QUILOMBO
Sou guerreiro quilombo, quilombola lê, lê, ô /coro
Eu sou dos bantos de Angola negro nangô /coro

Fomos trazidos pro Brasil
Minha familia separou
Minha mãe já foi vendida
Pra fazenda do sinhô
O meu pai morreu no tronco
Do chicote do feitor
Meu irmão não orelha
Por que o feitor arrancou
Na mente trago tristeza e no corpo muita dor
Mas, houve um dia
Pros quilombo eu fugi
Com muita luta e muita garra
Me tornei um guerreiro de Zumbi
Ao passar dos tempos
Pra fazenda retornei soltei todos os escravos
E as senzalas eu queimei
A liberdade
Não tava escrita em papel
Nem foi dado por princesa
Cujo o nome é Isabel
A liberdade
Foi feita com sangue e muita dor
Muitas lutas e batalhas
Foi o que nos libertou.

Mestre Barrão
Elevando o astral

Se você faz um jogo ligeiro
Dá um pulo pra lá e pra cá
Não se julgue tão bom capoeira
Que a capoeira não é tão vulgar
Para ser um bom capoeirista
Pra ter muita gente que lhe dê valor
Você tem que ter muita humildade
Tocar instrumento e ser bom professor
O capoeira faz chula bonita
E canta um lamento com muita emoção
Quando vê o seu mestre jogando
Sente alegria no seu coração
Ele joga angola miudinho
Se a coisa esquenta
Não corre do pau
Tem amigo por todo os lados
E um grande sorriso também não faz mal
Isso é coisa da gente dá gente
Dá um pulo pra lá e pra cá
Mexe o corpo ligeiro
A mandinga não pode acabar.
ANGOLA

IGREJA DE SÃO FRANCISCO

Igreja de São Francisco
Igreja de São Francisco
Fica lá no umarizal
Diz que é o santo protetor
Nas noites de arraial
Lá no centro a Imaculada
Diz que protege a todo mundo
Na praça Frei Ludovico
Anda rico e vagabundo
Minha cidade é muito boa
Ela é hospitaleira
Tem de tudo que queria
Também tem a capoeira, camaradinha...
Iê! É hora é hora....
Ivan Freitas

NOS TEMPOS DOS AÇOITES
Nos tempos dos açoites
O negro ainda sonhava
No estalar dos chicotes
O sangue se espalhava
Pobre negro sofredor
Deixava a mente vagar
Buscando um lugar vazio
Pro seu corpo repousar
De repente um berimbau
Entoa no meio do nada
E o negro ainda chorando
Seu corpo arrepiava
É hora de esquecer
O chicote do patrão
Toca berimbau
Lembro do velho torrão
Lá se vem o meu sinhô
Acabar com a euforia
E do negro sofredor
Tira toda alegria
De repente um grito
Toma conta da senzala
Pobre negro, pobre negro
Um tiro e ele se cala /coro
E vendo tudo isso
Menino sonhava em crescer
Mas, o açoite do chicote
Já o fez envelhecer. Ivan Freitas

MOVIMENTOS BÁSICOS E SUASDEFINIÇÕES

DESENVOLVIMENTO PRÁTICO

ALGUNS MOVIMENTOS BÁSICOS E SUAS DEFINIÇÕES

Para efeito de treinamento executaremos os movimentos partindo da base parada.

Posição de base 01: perna direita para trás, esquerda para frente, tronco ligeiramente inclinado para frente, mão direita a altura da boca, esquerda a altura da costela, perna esquerda semiflexionada e cabeça erguida com a visão direta para frente ou em situação de jogo olhar direto nos olhos do oponente.

AÚ: o aú é um movimento de fuga e também de ataque. Com os pés paralelos e as pernas semi – abertas o atleta inicia o movimento flexionando o tronco para a lateral até atingir com uma das mãos dependendo do lado que ele iniciar o movimento, em seguida faz um levantamento da perna contraria, a outra mão toca o solo, e no mesmo trajeto levanta – se a outra perna, até esse momento o atleta permanece com as duas pernas no ar, que dependendo da situação elas podem está estendidas ou encolhidas e ser utilizada para atacar o adversário no momento de uma cabeçada.o atleta encerra o movimento quando as duas pernas tocam o solo e ele se põe em posição de defesa ou de base para a ginga.

MEIA LUA PRESA: partindo da Pb.01, a atleta gira o tronco para o lado que a perna está estabilizando o corpo, flexiona o tronco até a mão atingi o solo. No mesmo instante em uma fração de segundos que a mão toca o solo a perna se desloca no mesmo sentido em um processo giratório de 360º. A perna sai de um ponto e retorna a esse ponto. Enquanto uma mão toca o solo a outra permanece na posição de defesa. Após todo o processo o atleta retorna a sua posição inicial.

MEIA LUA DE RENTE: na mesma Pb.1 a perna se desloca para frente e para cima de forma semi – circular à uma altura que possa atingir o rosto do adversário e seguindo sua trajetória sem tocar o chão e é ligeiramente recolhida e retorna a sua posição inicial.

ARMADA: movimento giratório diferido a partir da posição Pb1. o atleta incia o movimento executando um giro de 360º no sentido da perna que está atrás e a mesma ergue – se à altura do rosto do adversário à ponto de atingi - lo com a parte externa do pé e retorna a sua posição inicial e mantendo sempre a posição de defesa.


QUEIXADA: movimento de ataque. Pb1. um semi – giro à ponto das pernas ficarem lateral para o adversário. A perna que está atrás se desloca se colocando atrás da que está à frente. Com os braços na defesa, ergue – se a perna de ataque que é a da frente. Difere – se o golpe a altura do rosto. A perna de ataque segue sua trajetória e repousa atrás da perna estabilizadora. Deixando à ponto de um outro ataque.

MARTELO COMUM: é uma espécie de chute alto.Pb1. o movimento difere o golpe partindo da perna que está atrás. Difere – se um chute para frente que pode ser alto ou à altura da costela dependendo do local ser atingido pelo atleta.após o golpe o atleta retorna a pb1.

PARAFUSO: movimento giratório.partindo da Pb1 o atleta inicia como se fosse executar uma armada, mas, quando acontece o giro e a perna de trás é erguida, a perna de apoio impulsiona o atleta para cima, descrevendo um processo aéreo giratório de 360º. A primeira perna passa pelo alvo sem atingi –lo, o impacto do golpe é realizado com perna de impulso. Após a trajetória o aluno retorna a posição inicial.

QUEDA DE RINS: a queda de rins consiste em uma ação para a entrada de jogo. Na entrada da roda, agachado, o aluno deita o corpo ligeiramente e mantém uma função de equilíbrio, com a mão estendida no chão, o braço contraído com o cotovelo apoiando o corpo, a cabeça a poucos centímetros do chão e as pernas para cima em forma de tesoura ou, muitas vezes apenas estendidas.

QUEDA DE QUATRO: dependendo da situação o aluno faz um rápido agachamento frontal, as duas mãos tocando o solo, faz – se um deslocamento para trás com as mãos.

COCORINHA: partindo da ginga, o aluno faz um agachamento lateral, dependendo do lado, uma das mãos toca o solo e a outra fica na proteção do rosto e o rosto ligeiramente voltado para frente.

BANANEIRA: começando o aú, o aluno não termina o aú mas, permanece com as pernas para cima desenvolvendo um equilíbrio, algumas vezes pernas abertas no ar outras vezes com as pernas estendidas e juntas para cima e algumas vezes pode ser realizado com a cabeça tocando no chão.

CAVALARIA: esse movimento é semelhante a uma armada a diferença esta na posição do pé, na armada o pé permanece para cima, na cavalaria a ponta do pé permanece na horizontal. Esse movimento pode ser realizado com a mão no chão. Em sentido giratório ou em forma de queixada.

CHAPÉU DE COURO: pode – se dizer que é uma meia lua presa invertida. PB.1, o aluno gira o corpo ligeiramente para o lado contrario da meia lua, gira e a mão deposita no solo na perna que está estabilizando o corpo, em uma seqüência a perna sobe diferindo uma espécie de martelo giratório. O golpe é a altura do rosto do adversário. E retorna a posição inicial.

CHAPA GIRATÓRIA: na PB.1 inicia o movimento girando o corpo ligeiramente para trás,a tingindo o solo com a mão esquerda, a perna de trás deixa o solo, contraída e quando ela se encontra na frente do oponente difere – se uma espécie de coice atingindo o rosto, o peito ou o estomago do adversário.

CHINELO: conhecido também como desequilibraste, consiste em um movimento de contra – ataque. Quando o aluno oponente difere um martelo, o aluno que está recebendo o ataque, aproxima – se , esquiva – se, difere um chute baixo a altura do tornozelo da perna de apoio do oponente, desequilibrando – o e levando – o ao chão.

NEGATIVA: partindo da PB1. o aluno agachando – se leva a mão esquerda ao solo, amortecendo a queda e lançando a perna ligeiramente estendida a frente e colocando – a atrás do pé de apoio do seu oponente em seguida a perna estendida contrai – se derrubando o oponente.

ROLÊ: São varias as situações em que o rolê está presente no jogo. Consiste em um giro no solo. Pode se começar em uma negativa ou em que da de quatro ou outro movimento.

MOLA. É o movimento invertido da negativa. Partindo da posição de inércia o aluno desloca a perna direita para trás e desce em cima da perna que se deslocou para trás, enquanto que a outra permanece estendida para frente. Uma mão apóia – se no solo e a outra permanece a altura do rosto.

PONTEIRO: um dos movimentos mais potentes da capoeira. Partindo da PB1. o aluno difere uma espécie de chute frontal a altura do estomago do seu oponente que atinge violentamente essa região com a ponta do pé. Muitas das vezes pode causar sangramentos internos no receptor do golpe.

MANDAMENTOS DA CAPOEIRA

MANDAMENTOS DA CAPOEIRA



1- RESPEITAR O MESTRE E GUARDAR DISCIPLINA DURANTE OS TREINOS;
2- MANTER VIGILÂNCIA PERMANENTE EM TODO AMBIENTE;
3- NÃO PERDER DE VISTA OS MOVIMENTOS DO PARCEIRO;
4- MANTER A CALMA EM TODAS AS SITUACÕES;
5- CUIDAR DA SEGURANCA DOS COMPANHEIROS DE TREINOS;
6- ZELAR PELO AMBIENTE DE TREINO;
7- NÃO USAR OS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS EM BRINCADEIRAS OU AGRESSÕES DE RUA;
8- OBEDECER AO COMANDO DO BERIMBAU DURANTE A PRÁTICA DA CAPOEIRA;
9- PRATICAR DIARIAMENTE TODOS OS MOVIMENTOS JÁ APRENDIDOS;
10- ESTAR SEMPRE UNIFORMIZADO NOS TREINOS E NAS RODAS DE CAPOEIRA;
11- RESPEITAR E CONQUISTAR O RESPEITO DO PRÓXIMO;
12- SER SOLIDÁRIO COM O PRÓXIMO;
13- MANTER UMA BOA, SAÚDE FÍSICA E MENTAL; MANTENDO-SE LONGE DO USO DE DROGAS E BEBIDAS ALCOÓLICAS;
14-AGIR COM RESPONSABILIDADE E SERIEDADE NA SOCIEDADE A QUAL ESTÁ INSERIDO

Saturday, August 05, 2006

ACROBÁCIAS




Tuesday, August 01, 2006

CAPOEIRA QUILOMBO

HISTORICO
O Grupo Quilombo de BC, tem em seu quadro historico os mesmos aconteciemntos que marcaram a capoeira benjaminense pois, ele surgiu com aapropria historia da capoeira na comunidade.
Em seu quadro de membros resaltamso os seguintes.
01 PROFESSOR FORMADO - Ivan Freitas - Grafa.
01 Aluno formado - ligeirinho.
15 Alunos na corda verde e amarelo
20 alunos na corda amarelo e azul.
15 na graduaçao azul
17 na graduaçao amarelo
20 na graduaçao verde.
e aproximadamente 30 iniciantes.
Mestre responsavel - Mestre Xexeu /MANAUS /AM
MESTRE FUNDADOR- MESTRE CHAGUINHA /MANAUS / AM.